Artistas 2018

RONI CHADASH

Roni Chadash (27) was born and raised in Israel, were she received he reducation in dance.
Roni started her path as a professional dancer at the Vertigo International Workshop (2011-2012) and later at the Gaaton Workshop for professional dancers (2012-2013).


After finishing her studies, Roni moved to Tel-Aviv and started working with several Israeli choreographers including Maya Brinner, Odelya Kuperberg, Sally Ann-Friedland, Inbal Oshman as well as international choreographers including Luis Marrafa (Portugal – Brussels).
Roni’s first solo piece, “Ani-Ma”, which was premiered at “Shades in Dance” Festival (Suzanne Dellal, October 2015), won the Jury prize and during 2016 the solo traveled to many international festivals and competitions including: Masdanza, Sziget, FKM, Soloduo, Gyor Dance Festival, BCDC, Waves Dance Festival, Depo Dance Center, Sibiu dance festival and Zawirowania dance festival.
Roni’s second solo piece, “Goofy”, was premiered on August 2016 as part of the Tel-Aviv Dance Festival at the Suzanne Dellal and was invited to international festivals in Spain, London, Bangkok, Hong Kong, the Canary Islands and New-York.
Roni was awarded for her two first solo pieces in Festivals in Israel and abroad, listed be-
low:
Jury Prize (Shades in Dance Festival), Best Performer (Masdanza 2016), Best Performer (Soloduo Festival), Audience Prize (BCDC), Audience Prize (FKM), PARTS scholarship prize(BCDC), Alexander Izralovski Prize (FKM), 3rd Prize of the International Choreography competition (MASH).
Moreover, Roni was invited to perform, teach and create, by the support of international
theatres and organizations such as Sinarts (Budapest), SIT Theater (Canary Islands), Trip-
space (London), Garage 21 (Corfu),92Y (New-York), Unfolding Kafka (Bangkok) Ministry of culture (Israel)
and Suzanne Dellal Theatre (Israel).
Roni’s Portfolio includes also several short video dance pieces which gained popularity in social networks and were selected to present in international dance film festivals including:
POOL, TDFF, Dotdotdot, Tanztendenzen and Videodanza de Palma.
Parallel to this, Roni is also teaching contemporary dance, floor work and improvisation
workshops for professional dancers as well as non-professional, which her main focus in
those workshops is bringing back life to movements and the freedom of choice a performer
should have while dealing with a defined material.

BRUNO DUARTE E ELSON MARLON FERREIRA

Bruno Duarte e Elson Marlon Ferreira são dois jovens bailarinos e criadores com percursos paralelos, tendo trabalhado profissionalmente em companhias de dança bem como freelancers.

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L’Veltro surge essencialmente do desejo destes dois jovens criadores de explorar, em conjunto, uma das obras essenciais da literatura universal – o Inferno, primeiro livro da Divina Comédia de Dante Alighieri – cruzando os seus universos artísticos com o objetivo de criar uma obra coesa, um espetáculo que se lê como uma cartografia do inferno psicológico, um jogo de espelhos, um além que não é permeável.

Fogo Fogo

Como o vulcão da Ilha do Fogo ainda recentemente tragicamente provou, há forças nas entranhas da terra cujo avassalador poder ainda desconhecemos e que não são possíveis de prever ou antecipar. O mesmo acontece na música. Apesar de hoje em dia se pensar que a música já não contém mistérios e que já não há nenhum recanto da memória por explorar, a verdade é que de vez em quando ainda surge uma erupção inesperada. Felizmente, no caso da música a única coisa que eventualmente pode ficar arrasada com tais fenómenos é a inércia. Caso claro: Fogo Fogo, o projecto de Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Márcio Silva (bateria) e Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra) que regularmente tem explodido com incontrolável energia a pista de dança da Casa Independente, verdadeira instituição cultural a funcionar no Largo do Intendente, ao serviço de uma nova Lisboa.

A Lisboa que vê nascer estes Fogo Fogo é vibrante e especial: é uma Lisboa onde cabe toda a África, sobretudo a que fala português, tanto a do futuro, como a do passado. Uma Lisboa onde ainda é possível descobrir peças de colecção em vinil dos Tubarões e todas as obscuras pérolas de edição de autor que a diáspora de Cabo Verde gravou nos anos 80 e 90 no estúdio Musicorde de Campo de Ourique e que o mundo nunca ouviu. Essa é a Lisboa que, qual vulcão, expeliu os Fogo Fogo.

Como se começou por explicar, ainda há muitos segredos na música, muitos terrenos por explorar, apesar de haver quem acredite que já tudo está no YouTube. E um desses segredos é o funaná de Cabo Verde, da Ilha de Santiago. A editora Analog Africa, por exemplo, já deu bem conta da mais relevante memória do semba e da rebita de Angola em duas maravilhosas compilações que servem como uma espécie de história ancestral da música de um país que ofereceu o kuduro ao mundo. Agora, começam a aparecer sinais de que o funaná pode ser a próxima explosão das pistas internacionais: os Tubarões a terminarem em apoteose um concerto em Lisboa com um “Djonsinho Cabral” apoteótico; os Ferro Gaita a incendiarem a multidão num grande espectáculo no festival de músicas do mundo de Loulé; e, sobretudo, o regresso de Bitori (secundado por músicos de Bulimundo) aos palcos internacionais por mão de Samy Ben Redjeb da Analog Africa.

Tudo junto, isto significa que Fogo Fogo são uma urgente manifestação de uma cultura que, qual vulcão, está prestes a explodir. Os músicos envolvidos são ultra-experientes, profundos conhecedores dos múltiplos grooves de inspiração africana e atiram-se a funanás e a música de baile de festa africana no B.Leza ou na Voz do Operário como se 1987 tivesse sido anteonte. E neste contexto assumem a mais primordial das missões: fazer dançar sem truques, apenas com energia de bpms carregados, com a bateria e o baixo em permanente derrapagem e os sons inspirados na “gaita” (a concertina) a comandarem a identidade melódica. São cinco os temas neste ep – E Si Propi, Sentimento, Pomba, Cabra Preta e M’Bem Di Fora -, cinco pedaços de lava escaldante, gravados de forma intensa e directa. Os Fogo Fogo podem muito bem ser o acontecimento do ano que ainda ninguém descobriu. Mas depois da erupção, nada vai ficar igual.

MIRA MAR – Frankie Chavez + Peixe

Embora venham de diferentes latitudes e tenham experiências distintas, Frankie Chavez e Peixe estão unidos pelo seu trabalho com a Guitarra.
Peixe começou a dar nas vistas há mais de vinte anos, ao assinar o som musculado e inconfundível dos míticos Ornatos Violeta, mas isso foi só o princípio de uma longa e rica viagem. Seguiram-se os Pluto, as experiências delirantes dos Zelig, as mais do que muitas colaborações e o resultado de todo o estudo e exploração das possibilidades do seu instrumento de eleição em dois grandes discos a solo – “Apneia” e “Motor”.
Frankie Chavez tem-se afirmado, desde que se estreou em 2010, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado pelo Folk, pelos Blues e pelo mais clássico Rock tem levado – quer sozinho, quer acompanhado – a sua música cada vez mais longe, tudo muito à custa da relação singular que desenvolveu com aquilo que foi sempre o princípio de tudo: a Guitarra.
Juntos e apenas munidos de um instrumento que se transformou na sua extensão natural, Frankie Chavez e Peixe, levam-nos a sítios onde nunca fomos e eles também não.
A sua música é rica, sem nunca ser excessiva. É coerente, sem nunca ser repetitiva.
É uma estrada que se percorre de forma contemplativa e que ora serpenteia até ao cume da mais alta montanha, ora se deixa ir planante, pelo calor preguiçoso do deserto, mas sempre a levar mais longe o som daquelas cordas que ressoam em diferentes caixas, com ou sem electricidade, e sempre como se os dois aqui fossem apenas um.

Ao vivo apresentam-se com imagens manipuladas em tempo real, destacando-se este “concerto-filme” na mútua inspiração a que ambos os universos (musica-imagem) se proporcionam e que o público facilmente absorve.

Texto – Pedro Tenreiro

Foto – Vera Marmelo
Embora venham de diferentes latitudes e tenham experiências distintas, Frankie Chavez e Peixe estão unidos pelo seu trabalho com a Guitarra.
Peixe começou a dar nas vistas há mais de vinte anos, ao assinar o som musculado e inconfundível dos míticos Ornatos Violeta, mas isso foi só o princípio de uma longa e rica viagem. Seguiram-se os Pluto, as experiências delirantes dos Zelig, as mais do que muitas colaborações e o resultado de todo o estudo e exploração das possibilidades do seu instrumento de eleição em dois grandes discos a solo – “Apneia” e “Motor”.
Frankie Chavez tem-se afirmado, desde que se estreou em 2010, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado pelo Folk, pelos Blues e pelo mais clássico Rock tem levado – quer sozinho, quer acompanhado – a sua música cada vez mais longe, tudo muito à custa da relação singular que desenvolveu com aquilo que foi sempre o princípio de tudo: a Guitarra.
Juntos e apenas munidos de um instrumento que se transformou na sua extensão natural, Frankie Chavez e Peixe, levam-nos a sítios onde nunca fomos e eles também não.
A sua música é rica, sem nunca ser excessiva. É coerente, sem nunca ser repetitiva.
É uma estrada que se percorre de forma contemplativa e que ora serpenteia até ao cume da mais alta montanha, ora se deixa ir planante, pelo calor preguiçoso do deserto, mas sempre a levar mais longe o som daquelas cordas que ressoam em diferentes caixas, com ou sem electricidade, e sempre como se os dois aqui fossem apenas um.

 Ao vivo apresentam-se com imagens manipuladas em tempo real, destacando-se este “concerto-filme” na mútua inspiração a que ambos os universos (musica-imagem) se proporcionam e que o público facilmente absorve.

Texto – Pedro Tenreiro

Foto – Vera Marmelo