Artistas 2015

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The Black Mamba Press Release(2)

Arrastão©Lander Patrick & Jonas Lopes(3)

“Arrastão é um vendaval em cápsula”.
Arrastão é uma dança-concerto, na qual um performer/maestro dirige em tempo real luz, som e público,
convidando-o a envolver-se ativamente na construção de paisagens rítmicas.
Nesta dança-concerto, estimula-se um compromisso incontornável com e entre estranhos, em que
Lander Patrick articula um eixo de orquestrações, formando uma matéria performativa comum.
Arrastão esculpe um acordo coreográfico entre performer-espetador e espetador-espetador, navegando
numa relação triádica, em que o singular determina o todo, o todo inspira o singular, e o todo contamina
o todo. Esbatem-se assim as fronteiras entre espaço de ação e espaço de observação.

Descrição:
À entrada da sala, dois balões negros são oferecidos a cada elemento do público.
Distribuem-se então as primeiras pistas de um acordo interativo que desenhará o percurso da peça.
Através da sua coreografia, o maestro dará instruções de movimentos por forma a produzir sons particulares nos balões, que vão gerar uma sonoridade única.
Dribla-se as expectativas do espectador perante a semiótica do balão e de toda a informação que com ele
vem anexada: o imaginário infantil, uma celebração coletiva, um evento social.
Arrastão tanto desconstrói a semiótica do balão como ainda lhe atribui uma função sonora peculiar.
Arrastão convida à exploração dessa caixa negra musical, que servirá como motor de toda a peça.

Ficha artística:
Conceito: Lander Patrick
Cocriação e Interpretação: Jonas Lopes&Lander Patrick
Consultoria artística: Jonas Lopes, Margarida Bettencourt e Teresa Gentil
Participação especial: Sara Zita Correia e Sérgio Diogo Matias
Desenho de Luz: Carlos Ramos
Operação de luz e som: Rui Daniel
Produção executiva e difusão: Produções Independentes / Tânia M. Guerreiro
Coprodução: Centro Cultural de Belém, Materiais Diversos, Open Latitudes, Panorama
Apoio residências artísticas: CoLABoratório Panorama, PACT Zollverein, Centro Cultural de Belém,
O Espaço do Tempo, Alkantara, Centro Cultural do Cartaxo, Cineteatro Municipal João Mota Sesimbra
Apoio: Fundação GDA
Projeto financiado no âmbito do protocolo tripartido entre o Governo de Portugal-Secretário de Estado
da Cultura/DGArtes, Materiais Diversos e os municípios de Torres Novas, Alcanena e Cartaxo

https://vimeo.com/89720763 (Apresentação work in progress no CoLABoratório, Panorama 2013)
http://jonas-lander.wix.com/jonas-lander

Biografias:

Lander Patrick (Brasil, 1989)
Sofre de asma crónica desde que se mudou do Brasil para Portugal em 1989, ano em que nasceu. Foi
federado em voleibol para rematar a doença, acabando por se formar em dança. A atribuição de dois
prémios em coreografia – 1º prémio no Festival Koreografskih Minijatura (Sérvia) com a peça Noodles
Never Break When Boiled (2012) e 2º prémio no No Ballet International Choreography Competition
(Alemanha) com Cascas d’OvO (2013) – motivaram-no a persistir na criação coreográfica em vez trabalhar
num call center. Cascas d’OvO valeu-lhe ainda a distinção como Aerowaves Priority Company 2014, tendo
sido apresentada em Portugal, Itália, Suécia, França, Alemanha, Brasil, Espanha, Inglaterra, Polónia, Suíça,
etc. Tem vindo a colaborar, por esse mundo fora, com pessoas que admira, tais como: Luís Guerra, Tomaz
Simatovic, Marlene Monteiro Freitas, Margarida Bettencourt, André E. Teodósio, Jonas Lopes, entre
outros. Vive em Lisboa numa autocaravana com o seu amor e acredita que o vegetarianismo contribuirá
para uma prolongada existência do planeta.

Jonas Lopes (Portugal, 1986)
Chama-se Jonas devido a uma promessa materna aquando do parto, decide oferecer-lhe um nome bíblico.
Entra, mais tarde, na escola Chapitô onde passa três anos com professores como Sofia Neuparth, Amélia
Bentes ou António Pires; faz uma residência artística em Itália, desenvolve estágio profissional no palco do
São Luiz e almoça com vista sobre o Tejo.
Terminado o curso emigra para Londres. Aí, partilha casa com pessoas que cresceram num barco ou nos
Pirenéus, canta fado em diversos eventos da cidade e frequenta o Pineapple Dance Studio.
Com saudades do azeite luso, volta para Lisboa e grava o álbum de Rosa Negra Fado Mutante, editado em
2011, reconhecido com o prémio Carlos Paredes 2012. Ingressa nesta altura na Escola Superior de Dança,
onde se lança como criador, essencialmente em colaboração com Lander Patrick.
Sente-se um privilegiado por viajar, aprender e trabalhar com nomes do teatro, música e dança como
Margarida Bettencourt, Tiago Guedes, Vera Mantero, Sofia de Portugal, Madalena Victorino, André
Teodósio, Maria João e Mário Laginha, entre outros.

ABSTAND photo

Sinopse
“As pessoas gostam de manter certas distâncias de outras pessoas ou de objectos. E essa bolha
de espaço invisível que constitui o ‘território’ de cada pessoa é uma das principais dimensões
da sociedade moderna”. (Eduard T. Hall)

Qual a distância certa entre as pessoas ou a medida correcta que separa indivíduos, a distância
pode ser em milímetros, metros ou mesmo para sempre. A distância manifesta-se de forma
física e emocional. Neste caso existe uma distância entre dois homens. Ao romper barreiras
aparecem reacções, inclusões e emoções, existe uma relação paradoxal onde a linguagem dos
corpos estão em constante mutação.

Ficha Técnica
concepção / coreografia Luís Marrafa
co-criação Luís Marrafa / António Cabrita
coordenação Petra Van Gompel
música original / luzes Luís Marrafa
música adicional Radiohead
duração 45min.

MARRAFA production
Apoios | GC De Markten BXL, GC Nekkersdal BXL, StairCase.studio BXL, Flanders State of the Art.
2013 / 2014 BXL

BIO
Luis Marrafa (PT)
Nasceu na Alemanha, viveu e estudou em Évora. Luis foi inspirado pelos trabalhos do Rui Horta
e a partir daí focou na dança e obteve a licenciatura na Escola Superior de Dança em Lisboa.
Trabalhou com a coreógrafa e bailarina belga Karines Ponties. É o co-fundador da de dança MARRAFA e do estúdio de dança StairCase.stuidio em Bruxelas. Cria os seus próprios
trabalhos como coreógrafo, intérprete e realizador salientando “Unstable”, “light night”,
“escape”, “IIB”, “Untitled”, “Disquiet” e “ABSTAND”. Recebeu prémios em 2009 com o melhor
video dança “IIB” através do festival International de dança em Almada e a melhor
performance com o video dança “Untitled” em 2012 através do festival International
“InShadow” em Lisboa. “ABSTAND” foi nomeada como melhor coreografia através do Prémio
Autores SPA 2014, Portugal. Ele está a desenvolver o seu novo projecto de dança para 2014/15
envolvendo bailarinos portugueses, belgas. Ele trabalha de forma intuitiva e é inspirado pelo
interesse de culturas diferentes e experiências de vida.

http://www.marrafa.com/marrafa/MARRAFA_vzw.html

Paulo_Gaio_Lima copy

PRELÚDIO E DANÇAS
Bach – Suite para violoncelo solo Nº 1 em sol maior BWV 100
Lopes Graça – Melodias Rústicas Portuguesas

Paulo Gaio Lima
Nasceu no Porto. Foi aluno de Madalena Costa no Conservatório de Música desta cidade e
de Maurice Gendron no Conservatório Superior de Paris, cidade onde viveu durante sete
anos, tendo sido bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Ministério da Cultura.
Em 1987 foi violoncelo-solo convidado da Orquestra Sinfónica do Reno. De 1992 a 2000 foi
violoncelo-solo da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Fez parte do Quarteto Verdi de Paris.
Com Aníbal Lima e António Rosado formou o Artis Trio tendo atuado na Dinamarca, França,
Portugal e Itália. Desde 2006 faz parte do Trio.pt.
Gravou em disco Concertos de L. Boccherini, Beethoven (com G. Ribeiro e P. Burmester),
Brahms (com G. Ribeiro) e Schumann, assim como obras do reportório camerístico
português (Pinho Vargas, C. Carneyro, Joly B. Santos), para a EMI e RCA.
Apresenta-se regularmente em Festivais de Música no seu país e no resto da Europa
(Europália – Bruxelas, Huddersfield, Marais, Uzés, Torino, Trento, Nantes…), assim como
com as orquestras de Moscovo, Szeged, Xangai, Porto Alegre, Hannover, Monterrey, Basel,
Varsóvia, Neuss, Istambul, ….
Colabora com diversos grupos de música contemporânea, nomeadamente Alternance,
2E2M, L’Itinéraire, Poikilon, Música Nova e Divertimento di Milano. Apresentou em 1.ª
audição obras de Dusapin (Música 86 de Estrasburgo), Koo, o Concerto para violoncelo de P.
Hersant (Huddersfield, 89), e 5 Miniaturas de C. Marecos (Cascais, 2000).
A sua atividade pedagógica divide-se entre a Academia Superior de Orquestra da
Metropolitana, a ESML em Lisboa e cursos de aperfeiçoamento em todo o País, Espanha,
França, Brasil, Áustria e Estados Unidos da América.

Paulo Vaz de Carvalho
Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1981. Entre1983 e 1984 realizou
estudos de guitarra na Muzikhochschule de Viena sob a orientação de Luize Walker.
Entre 1984 e 1986 realizou estudos de guitarra no Conservatório de Aulnay-Sous-Bois sob
orientação de Raymon Gratien a par de estudos particulares com Roberto Aussel. Em 1994-
Concluiu Mestrado em Ciências Musicais na Universidade de Coimbra apresentando
dissertação “António da Silva Leite, Aspectos Seleccionados da Vida e Obra”. Em 2005
concluiu Doutoramento na Universidade de Aveiro sobre o tema ”Pensamento Polifónico na
Didáctica de Guitarra do Século XVII ao Século XX”.
Tem apresentado comunicações em congressos e encontros nos diferentes domínios da
Performance tais como “Novas texturas sonoras em guitarra”, “Jorge Peixinho, Tocar
L’oiseau lyre: fantasias que um título consente”, “As normas e a fantasia na transcrição e
interpretação de música antiga em guitarra”, “Tablatura e scordatura, do velho se faz novo”.
No domínio da organologia apresentou “Tidal Organ”, “Lira Mundi”, “Observação empírica
de modelos de caixas de ressonância com vista ao equilíbrio de agudos e baixos em
guitarras”, “Guitarpa, instrumento experimental para avaliação dos efeitos sonoros da
alteração do ângulo de incisão das cordas no tampo”.
Foi solista de guitarra com as orquestras Camerata Musical do Porto, Regie Sinfonia do
Porto, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Norte e Filarmonia das Beiras. No
campo da improvisação e composição tem dirigido recitais como “Retratos e Paisagens”
para ensemble instrumental, “De Mil Amores” para vozes e instrumentos, “Requiem Laico
por Paquito Cardinali” para soprano, narrador e ensemble instrumental.
Participou em diversos registos sonoros: Isabel Soveral “Heart”, Música coral de Fernando
Lopes Graça, Quatro Visitações a Manuel Mendes”, “Retratos e Paisagens”, “Triângulo do
Atlântico”. Na aplicação da sua música de cena, tem dirigido sessões de formação de atores
nas companhias A Escola da Noite e Urze Teatro.
É Professor Auxiliar nas áreas de Guitarra, Didáctica de Guitarra e Música de Câmara, no
Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.